Quarta-feira, Maio 12, 2004


Salve o Navegante Negro,
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais



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Mestre-Sala dos Mares

(João Bosco/Aldir Blanc)

Há muito tempo,
Nas Águas da Guanabara,
O Dragão do Mar reapareceu,
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o Navegante Negro,
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao acenar pelo mar, na alegria das regatas
Foi saudado no porto
Pelas mocinhas francesas,
Jovens polacas e por batalhões de mulatas.

Rubras cascatas
Jorravam das costas dos santos
Entre cantos e chibatas,
Inundando o coração
Do pessoal do porão
Que, a exemplo do feiticeiro,
Gritava, então:

Glória aos piratas,
Às mulatas,
Às sereias,
Glória à farofa
À cachaça,
Às baleias...

Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais.

Salve o Navegante Negro,
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais






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