Sexta-feira, Novembro 12, 2004



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Eu também, Neuma, apesar de viver em Fortaleza, tenho nostalgia da nossa Praça.

Uma nostalgia do tempo em que eu nem era nascida... Em fins do século XIX, início do século XX, meu bisavô Fenelon Maia, era barbeiro, a barbearia já não existe, mas suponho ter sido onde foi a antiga sapataria Belém (não a atual), na mesma calçada do Leão do Sul.

Meu avô, Francisco, conhecido como Panchito Maia, acompanhava seu pai no serviço, era um pirralhinho e passava os dias brincando no "areal" que era a nossa praça.

Bem no centro daquele areal havia um cacimbão onde as pessoas iam se abastecer e também dar de beber aos burros e aos cavalos. Um belo dia, meu avô resolveu fazer "pipi" e mirou no cacimbão, foi então que surgiu um homem enorme que o segurou pelas pernas, de cabeça pra baixo, ameaçando jogá-lo dentro da cacimba, e bronqueando: - Ei, minino, você num pode mijar na cacimba, não!

Depois veio a urbanização, a antiga Coluna da Hora, jamais esquecida pelos mais velhos:




Da Praça do Ferreira da minha juventude, não consegui encontrar nenhuma foto. Era uma praça feia, "modernosa" cheia de altos e baixos.... As pessoas diziam que aquilo foi feito pra dificultar as reuniões de grandes grupos, já que estávamos em plena Ditadura. Realmente, não se enxergavam os lados da praça. (ainda vou encontrar uma foto pra mostrar como era).

Mas, dessa fase, guardo algumas boas lembranças, como da galeria que existia no subsolo, onde havia exposições de fotos e pinturas, e também do cinema São Luís, que ainda está lá, e onde assisti os grandes "clássicos" dos anos 70, "Terremoto", "Exorcista", "Tubarão", "Inferno na Torre", "Destino do Posseidon", e tantos outros, na maioria "filmes catástrofes" - voltávamos pra casa de ônibus, já de noite, morrendo de medo....

Hoje, a Coluna da Hora foi reerguida e a nossa Praça está linda novamente.

E, o mais incrível: durante as obras de reforma, aquele velho cacimbão foi encontrado (!) e está lá, exposto a céu aberto como uma atração arqueológica. Mas pra mim, e pra minha família, aquilo significa algo mais: a lembrança do nosso querido vovô Panchito!





Domingo, Novembro 07, 2004














Em uma entrevista do ator e fazendeiro, Marcos Palmeira, ele conta que existe uma enorme teia de aranha em seu estábulo, justamente porque as aranhas fazem o controle natural das moscas e assim ele não necessita usar inseticida. Ele conta também que as pessoas se surpreendem, assim como eu me surpreendi, pois nunca havia pensado numa solução tão simples e tão inteligente contra a praga das moscas. Foi por isso que decidi não limpar as teias de aranha aqui da EmbAIxAdA, vou deixá-las intactas para que minhas amigas aranhas acabem com essas moscas folgadas que tomaram conta da casa!

Em breve, pretendo voltar a postar como antes.




Por hoje, deixo a mensagem de esperança do "Tricolor de Aço":



Volta Leão, pra Primeira Divisão!!!





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